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O que a Rainha de Copas do tarot tem a ver com a Guerra de Troia?

há 4 horas
2 min de leitura

Se você gosta de Mitologia Grega ou assistiu ao filme “A Odisseia”, que ainda está em alta nos cinemas, provavelmente conhece a personagem Helena que, sem querer, desencadeou a famosa Guerra de Troia. 


No filme, a história dela é comentada rapidamente, mas basta pesquisar mais a fundo para descobrir que o problema todo começou com uma paixão avassaladora entre ela e o príncipe troiano Páris.


Peraí que vou resumir pra você: Zeus ordenou que Páris, um jovem bonito e encantador, fosse o juiz de um concurso de beleza entre as deusas Hera, Afrodite e Atena, pois supostamente entenderia bem desse assunto. Mas é claro que as deusas deram o seu jeito e ofereceram, cada uma, uma recompensa para Páris se fossem escolhidas.


Quem venceu o concurso foi Afrodite, que havia oferecido ao rapaz o cálice do amor por meio da mulher mais bonita do mundo como esposa. O problema é que essa mulher era justamente Helena, rainha de Esparta, que era casada com o rei Menelau. O romance acabou acontecendo, e foi quando Helena fugiu com Páris para Troia que o seu marido ficou furioso e uma guerra entre gregos e troianos começou. 


No fim das contas, os troianos foram derrotados e o rei Menelau foi em busca de Helena, decidido a puni-la por adultério. Mas, ao vê-la, não é que ele se apaixonou novamente? E lá se foi Helena de volta para Esparta.



rainha de copas no tarô mitológico

No Tarô Mitológico de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, a Rainha de Copas é representada por Helena, e não é por acaso. Helena não só era bela, mas também passional, profundamente movida pelas próprias emoções e sentimentos. Ela não tinha só Páris como amante. Sua disposição para atrair apaixonados e se entregar às próprias paixões sem pensar no próprio casamento rendeu vários romances, e essa entrega ao coração pode soar tão encantadora quanto problemática a depender da lupa com a qual a observamos.


Assim como Helena, a Rainha de Copas do tarot pode representar tanto a nossa profundidade emocional como uma via para seguirmos o que realmente desejamos quanto uma armadilha feita de emoções e sentimentos que nos impedem de racionalizar o que precisa ser racionalizado. E é por isso que a carta e a personagem grega se encontram tão bem.


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