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E se a gente fingir que os problemas do mundo lá fora não existem?

Cada vez mais tenho percebido ao redor algo que me preocupa: a escolha de observar o mínimo possível as crises e os problemas do mundo lá fora. 


Mas isso não me parece apenas um desejo egóico de viver na própria bolha. É como se muitas pessoas, na verdade, estivessem cansadas e feridas demais pelos próprios problemas para ainda terem forças para se preocupar com o caos ao redor. 


A mente pede silêncio. O coração pede calma. E tem muita gente fugindo do noticiário em uma tentativa (consciente ou não) de evitar o caos e encontrar um pouco de paz.


Mulher contemplando a cidade

Sem dúvidas, a gente precisa se proteger, inclusive nas esferas mental e emocional. Estar excessivamente cercado de informações já é algo, por si só, prejudicial. Quando se trata de atos de violência, crises políticas e econômicas, desastres naturais e outras questões problemáticas, nem se fala. 


Mas a fuga disfarçada de autoproteção também é nociva. Precisamos entender e respeitar os nossos limites sem ignorar o nosso papel no mundo como criadores e transformadores da nossa realidade. E esse papel envolve estar, na medida do possível, consciente em relação aos problemas que estamos enfrentando como humanidade.


Então, como abrir os olhos para os problemas do mundo lá fora sem destruir o que há por dentro? 


Com a ajuda do 2 e do 3 de Espadas na sequência de arcanos menores do tarot, podemos pensar em uma possibilidade. Enquanto o 2 de Espadas representa uma proteção mental em relação ao mundo externo, o 3 de Espadas simboliza a verdade externa que alcançou a mente.


Em ambos há vantagens e desvantagens, e talvez o encontro dessas cartas seja um lembrete de que precisamos apenas evitar os extremos e entender quando a nossa mente precisa estar no “modo proteção” e quando ela precisa estar no “modo descoberta”, acolhendo essas necessidades e lembrando de que ninguém precisa ou é capaz de estar a par de tudo. 


E por aí, como você tem lidado com essa questão?


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